GUIMARÃES IGREJA DE Nª SENHORA DA OLIVEIRA

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A Igreja de Nossa Senhora da Oliveira (1397-1450), pertenceu ao antigo mosteiro medieval. Ela é fruto de uma reconstrução gótica ( 3 naves de 3 tramos, e transepto saliente). Ela é o exemplo mais rico do gótico em todo o norte de Portugal. Entre 1450-1515 sofreu transformações importantes na cabeceira, que mais tarde no séc. XVII foi ampliada. Nessa altura foi construida a Torre sineira. A intervenção de maior relevo, que acabou não sendo terminada, foi a da colocação de um janelão de arco quebrado de 3 arquivoltas com moldura historiada em pedra de Ançã, oferta do Rei D.João I, pela vitória na batalha de Aljubarrota.
Na idade média este foi um dos mais concorridos centros de peregrinação em Portugal. Aqui era venerada a imagem da Padroeira do Reino, a Virgem Santa Maria. Os Reis de Portugal privilegiaram e defenderam a sua Igreja. A pretenção da isenção de jurisdição em relação ao Arcebispado de Braga, gerou numerosos conflitos, e uma animosidade secular entre cidadãos de Guimarães e Braga.
Segundo alguns autores, em 471 havia nestas imediações um templo onde se venerava uma imagem de Nossa Senhora, que a tradição dizia ter sido trazida pelo Apóstolo S.Tiago, e colocada por ele num antigo templo romano, que existiu no centro da actual praça de S.Tiago, posteriormente transformado em capela.
No seculo X, a condessa Mumadona fundou o Mosteiro, dedicado ao Salvador do Mundo, a Santa Maria e a todos os Apostolos.
A capela-mor remodelada no séc. 17 apresenta abóbada de caixotões maneirista, misturando elementos fruto de remodelações posteriores como é o caso do retábulo-mor rococó e da decoração neoclássica de estuques das paredes. A remodelação neoclássica que se estendeu a todo o interior da igreja foi praticamente retirada já nos restauros do séc. 20, procurando devolver o estilo gótico original, introduzindo alguns elementos neogóticos, restando apenas os retábulos laterais e colaterais e o órgão como memória neoclássica.