GUIMARÃES CASTELO

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Durante mais de um século, os descendentes de Hermenegildo Mendes e de Mumadona govrenaram o Condado Portucalense, que viria a integrar, mais tarde, o território português. Nos finais do século XI, o Castelo de Guimarães estaria já muito danificado e sem suficientes condições defensivas, quando o conde D.Henrique decidiu reedificá-lo, reforçando e ampliando os seus muros.
Em 711 a expansão mulçumana na Peninsula Ibérica teve dificuldade de preencher e tomar posse da região norte, nomeadamente a norte dos vales dos rios Douro e Ebro. A reconquista cristã nasce nas Asturias com o seu Reino, e vai aos poucos ganhando território a sul. Em 868 atinge o Porto, e 10 anos depois Coimbra. Neste contexto vemos surgir o Condado Portucalense de Vimara Peres, cujo centro se encontra nas terras de Vimaranes (Guimarães).
O primeiro castelo de Guimarães (Castelo provavelmente de madeira, alicerçado nas rochas) está associado ao séc. X e à Condessa Mamadona Dias, casada com o Conde Hermenegildo Gonçalves. O Castelo teria sido construido para proteger o Mosteiro por ela fundado. Desse castelo primitivo, permanecem visiveis ainda hoje algumas fiadas de pedra de grandes dimensões (voltadas para o campo de S.Mamede) que serviam de base ao primitivo castelo.
Este Condado Portucalense, tem uma duração aproximada de 200 anos, quando a nova realidade de avanço dos Almoravidas (Mulçumanos) para norte obriga D.Afonso VI, a criar o Reino da Galiza e oferecendo-o a um cavaleiro Franco D.Raimundo, para suster o avanço Islamico para norte. D.Raimundo foi incapaz de fazer frente a este avanço, e em 1095 D.Afonso VI faz ressurgir o Condado Portucalense, entregando-o a outro cavaleiro Franco, D.Henrique de Borgonha. É nesse final do século XI, que o Castelo sofre importantes alterações para receber os novos Condes. Seria no entanto ainda um castelo provavelmente de muralha de traçado redondo, e ainda sem torreões, e apenas com duas portas. É no séc. XII com a morte do Conde D.Henrique em 1112, na época de D.Afonso Henriques, que este castelo é ampliado mas ainda sem torreões, nem Torre de menagem. Em 1179 o Papa reconhece a independencia do novo Reino de Portugal, cuja capital era agora em Coimbra. Mas é só no reinado de D. Dinis, e mais tarde em 1385 durante as batalhas Fernandinas com Castela que o Castelo é definitivamente melhorado e recebe os torreões e a Torre de Menagem, uma clara intervenção gótica num castelo inicialmente romanico.
É no séc. XV que é construído no seu interior o Paço do Alcaide, de quatro pisos, dos quais os dois últimos são resindenciais. No séc. XVI a ruina iria tomar conta do Castelo, e durante o proximo século, as pedras do Paço do Alcaide e de parte do castelo vão ser desmanteladas e usadas para outras construções na vila.
Do séc XVII até 1895 o Castelo iria ser usado como prisão. Chegou a ser debatida uma proposta municipal para o desmantelamento completo do Castelo, e a utilização da sua pedra para pavimentar as ruas de Guimarães. Em 1940 durante o Estado Novo e no ambito das comemorações de 1640 e da restauração da independencia, ele é reconstruido. Recentemente foi aberto no seu interior, na Torre de Menagem um centro interpretativo sobre a historia deste Castelo e do Condado Portucalense.