Recostada no fértil vale do Selho, um dos afluentes do Rio Ave, a cidade de Guimarães repousa numa paisagem tipicamente minhota. O concelho de Guimarães é todo ele recortado por vales e rios que correm entre montes. Quem chega vindo de Braga ou Famalicão vê a cidade na encosta de uma montanha que é o Monte da Penha, com o seu Santuário e teleférico. Uma das principais caracteristicas deste concelho é a da sua composição geográfica de uma mistura de agricultura e de um tecido de numerosas fábricas de fiação, tecelagem, cutelaria, cortumes e calçado.
Neste concelho de Guimarães encontram-se importantes testemunhos da existencia de populações anteriores à romanização ou suas contemporâneas. A cultura castreja está patente na citânea de Briteiros.
A cidade de Guimarães parece ter nascido já durante o período da alta idade média, em terras que pertenciam à Condessa Mumadona Dias e seu marido Conde Hermenegildo Mendes. Após a morte do Conde, nos meados do séc. X Mumadona Dias herdara Vimaranes, e teria de executar uma das verbas testamentárias do marido, a construção de um mosteiro para frades e freiras, dedicado ao Salvador do Mundo, à Virgem Maria e aos doze Apóstolos, sob a regra dos eremitas de S. Pacómio. Durante as invasões normandas, e a fim de proteger o Mosteiro contra as incursões dos vikings e mulçumanos, mandou construir na colina mais próxima do Mosteiro a primeira fortificação, de madeira e terra. Foi Cabeça do territorio do Condado Portucalense.