IGREJA DO TERÇO 1707-1717

VISITA VIRTUAL 360º

  • Igreja de Santa Maria Maior . Fachada
  • Igreja de Santa Maria Maior - Abside

A Igreja de Nossa Senhora do Terço de Barcelos, é verdadeiramente uma jóia de estilo barroco não só pela sua talha mas também pelos azulejos que revestem a totalidade das paredes, pelo tecto e pelas pinturas. No interior guarda um dos mais belos púlpitos de Portugal. Situada na Avenida dos Combatentes da Grande Guerra, mesmo em frente ao Campo da Feira, a Igreja fazia parte do antigo mosteiro das beneditinas. Da planta longitudinal, com nave única e capela-mor, o templo, que passou a ter como principal invocação Nossa Senhora do Terço, conservou, no seu interior, todo o equipamento decorativo original, organizado segundo um programa iconográfico de exaltação da Ordem e do seu fundador, São Bento, que exemplifica, também as opções artísticas do barroco nacional, no que se convencionou denominar de "obra de arte total".
A nave e capela-mor com paredes integralmente revestidas a azulejos figurativos, da vida de São Bento e da história da fundação do mosteiro, monócromos a azul.
CRONOLOGIA
1707 - Lançamento da primeira pedra do mosteiro de freiras beneditinas, de que a actual igreja fazia parte, pelo arcebispo D. Rodrigo de Moura Teles, a pedido de D. João V em cumprimento de um desejo de seu pai D. Pedro II, para albergar freiras vindas de Monção, e que inicialmente eram para ser instaladas no Convento do Salvador
1713 - data inscrita nos painéis do corpo da igreja mostrando cenas da vida de São Bento; 8 Julho - a igreja já estava concluída e a parte monacal ultimada; a entrada solene das freiras é feita em cortejo a pé desde o templo do Senhor da Cruz até ao novo mosteiro; 4 Outubro - conclusão do mirante da Pedra do Couto;
1834 - extinção das ordens religiosas;
1842 - as duas freiras que restaram vão para o mosteiro de Viana do Castelo; Novembro - o mosteiro é vendido em hasta pública, sendo arrematado por Domingos Gomes Fernandes; posteriormente o mosteiro é novamente vendido;
1846 - a igreja é entregue à Confraria do Terço, sendo-lhe mudado o orago;
séc. 20, década de 30 - parte do antigo mosteiro foi demolido, dando lugar a outras construções; década de 60 - a ala poente do mosteiro é vendida à família Falcão por Maria Emília de Faria Leite de Carvalho Pena.



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